Segundo a Anatel, 70% dos mais de 125 milhões de celulares ativos no Brasil podem acessar a internet. E segundo pesquisa do próprio Ministério da Ciência e Tecnologia o número de conectados pode triplicar até 2010. Mas o que devemos nos preocupar é quando vamos deixar de ser apenas um mercado pontecial e fazer com que estes 70% de celulares sejam ativos na internet móvel? Se eles já podem acessar, por que não o fazem? Será que não somos capazes de entregar um conteúdo relevante em suas mãos? Ou somos inoportunos achando que só por que tenho seu telefone posso entrar em contato com você quando e como eu quiser?

Em um mercado que está apenas nascendo no Brasil, comemoramos números que atingem alguns milhares em ações de mobile marketing. Excelente para quem está acompanhando o desenvolvimento do mercado. Mas ainda pouco estimulante na mesa de grandes anunciantes. Onde estão os números verdadeiramente expressivos? Talvez chegaremos até eles quando aprendermos como sermos educados e úteis o suficiente para estar nas mãos de quem nos escolhe. Eles estão aí livres para dizer se sim ou se não. Se podemos fazer parte do mesmo local em que eles guardam seus contatos pessoais. Devemos pensar o melhor jeito para fazer parte da vida pessoal dele, que insistimos em chamar de usuário, ou se seremos o inconveniente que o perturba no meio do trabalho. Não somos donos de ninguém nem de seus telefones. Estamos todos sedentos pelos milhões que sabemos que podemos conquistar e ser útil. Mas se não tomarmos cuidado receberemos a recusa homérica de 125 milhões de pessoas.

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